sexta-feira, 11 de maio de 2012

Acreditar


Lá vão os anos dos sonhos em que tudo era possível
Miúda de esperanças de conversas apetecíveis
Momentos vincados pela inocência e esperança de alcançar
Conversas banalizadas pela idade de trabalhar

Deixar de estudar, perceber a realidade
Olho para traz, afinal eram os outros que diziam a verdade
Será que tem de ser mesmo assim ou me deixei vencer
Foi esta a lei da vida que me obrigaram a aprender

Não era isto que queria fazer, 
será que se tivesse ido pelo meu caminho me iria arrepender?
Não quero este dia a dia mas todos estavam dispostos a gozar
A miúda fez das fraquezas forças, pelo seu sonho foi lutar

Ainda à tanta coisa a fazer à tanta coisa,
Sacrifício por sacrifício sacrifica por aquilo que queres ganhar
Não vale apena penar por mais umas semanas aguentar
Pode ter mais fome mas sabe pelo que está a lutar
 Privou-se de tanta coisa mas
Ainda á tanta coisa a fazer, á tanta coisa

3 Anos mais tarde regressa a casa cheia de felicidade
Não tem dinheiros nos bolsos mas vem cheia de vaidade
Afinal pobre por pobre deixa-me na minha podridão
Fugiu das grandes classes mas ninguém paga o seu coração

A alegria no seu olhar
Ensina a sua filosofia
Mas lá continuam a gozar,
O que é que interessa? Deixai os outros errar

Não podemos levar o mundo á costas
Mas podemos tentar
Não querem absorver
Ficamos pelo avisar

A vida não é o que os outros querem 
E é mesmo saudável sonhar
Segue o teu desejo com força o vais alcançar
Só isso te pode realizar

Passaram os anos e
Lá vai um amigo lembrar
Tinhas razão miúda, devia de acreditar
A esperança mantéu viva a vivacidade do teu olhar.

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